O presidente da República lamentou esta sexta-feira a morte de Finlay Tarling, o ciclista que morreu na Volta a Portugal. “É uma tragédia”, comentou à chegada ao Festival de Paredes de Coura.
Morreu “um jovem de 19 anos, um desportista”, realçou Seguro, acrescentando que “é um momento muito triste” e que já teve “oportunidade de falar com o diretor da prova” e de expressar “solidariedade”. O presidente da República expressou “condolências à família, à sua equipa, à comunidade do ciclismo, à direção da Volta”. E, de resto, recusou-se “absolutamente a falar de política”.
Seguro assistia, pelas 19 horas, ao concerto de Sérgio Godinho, que se fez acompanhar por músicos como Samuel Úria e Manuela Azevedo.
“Só falo de música, de cultura, do Alto Minho, e falo da capacidade destas pessoas que há 32 anos fazem este festival, que é um momento de descompressão, de prazer, de alegria e de encontro com a cultura. E nós também precisamos, porque infelizmente a vida é dura”, declarou aos jornalistas. “Hoje é um hino à cultura, à alegria, música, empatia, ao encontro e à afirmação de valores que andam muito afastados de líderes que deviam ter o compromisso com esses valores, da paz, da confraternização e também, da solidariedade entre pessoas diferentes, mas que são capazes de partilhar este chão comum”, acrescentou.
Seguro afirmou “ter obrigação” de dar visibilidade “ao que de bom se faz no país”, e lembrou que é “o primeiro presidente da República a vir ao festival de Paredes de Coura”. Enalteceu a música de intervenção de Sérgio Godinho e dos artistas que o acompanham neste terceiro dia de festival.
“As canções de intervenção têm uma grande relevância porque nos chamam a atenção para aquilo que é essencial e os poemas tiram de nós o melhor que há no nosso interior”, frisou, sublinhando que “precisamos de empatia e de perceber que somos seres humanos”. Ainda evocou o famoso refrão “hoje soube-me a pouco”, do tema “Com um brilhozinho nos olhos”. “Espero que hoje me saiba bem”, concluiu.









