Nuno Saraiva: “Quem mexeu na equipa e a desligou do jogo foi, naturalmente, o treinador”
Num texto de opinião publicado no jornal Record, Nuno Saraiva começa por criticar algumas decisões da equipa de arbitragem, nomeadamente a ausência de um segundo amarelo a Eddy Doué e o lance que antecedeu o primeiro golo do Estrela. Ainda assim, é taxativo quanto ao desfecho: “Uma equipa candidata ao título que, aos 70 minutos, está a ganhar por 2-0 na Reboleira (…) não pode procurar no árbitro a explicação principal para um empate”.
Num texto de opinião publicado no jornal Record, Nuno Saraiva começa por criticar algumas decisões da equipa de arbitragem, nomeadamente a ausência de um segundo amarelo a Eddy Doué e o lance que antecedeu o primeiro golo do Estrela. Ainda assim, é taxativo quanto ao desfecho: “Uma equipa candidata ao título que, aos 70 minutos, está a ganhar por 2-0 na Reboleira (…) não pode procurar no árbitro a explicação principal para um empate”.
O antigo responsável do Sporting questiona sobretudo algumas escolhas de Rui Borges. Na sua opinião, retirar Fotis Ioannidis pouco depois do segundo golo foi “um erro de timing”, enquanto a entrada de Luis Suárez também mereceu reparos, por entender que o colombiano “não parecia psicologicamente preparado para aquele contexto”. Nuno Saraiva lembra ainda que Rafael Nel, uma das figuras da pré-época, permaneceu no banco.
Também a gestão de Issa Doumbia, Flávio Gonçalves e Eduardo Quaresma foi analisada. Sobre o central português, apesar do erro no lance do 1-2, Nuno Saraiva considera que realizou “um jogo excecional” e questiona as críticas públicas feitas por Rui Borges após o encontro. “Um treinador deve exigir mais aos jogadores, mas deve também assumir a sua quota-parte de responsabilidade”, escreveu.
Nuno Saraiva termina a defender que o Sporting deve olhar para os próprios erros em vez de concentrar a análise apenas na arbitragem. “Quem mexeu na equipa e a desligou do jogo foi, naturalmente, o treinador”, afirma, deixando depois um aviso claro: “Perder dois pontos na Reboleira pode acontecer. Não aprender por que razão se perderam é que seria imperdoável — a começar em Rui Borges”.










