Uma menina de 11 anos morreu esta sexta-feira, em Itália, depois de ter ficado com o cabelo preso no sistema de aspiração de uma piscina de um resort em Sestri Levante, na região da Ligúria. A tragédia voltou a levantar preocupações sobre a segurança destes espaços, numa altura em que o país regista já cinco mortes de menores em piscinas nos últimos três meses.
O acidente aconteceu enquanto Alice desfrutava de umas férias com a mãe, os avós e os dois irmãos mais novos. Apesar da pouca profundidade da piscina, o cabelo da criança ficou preso na grelha do sistema de sucção, impedindo-a de regressar à superfície. O alerta foi dado por outra criança que percebeu que algo estava errado.
O proprietário do resort mergulhou de imediato para tentar libertar a menina, recorrendo mesmo a uma tesoura para cortar o cabelo preso na grelha. No entanto, quando Alice foi retirada da água já se encontrava inconsciente. As equipas de emergência realizaram manobras de reanimação durante cerca de 45 minutos antes de a transportarem de helicóptero para o Hospital Pediátrico Gaslini, em Génova.
A menina permaneceu internada em estado crítico durante dois dias, mas acabou por não resistir aos ferimentos. Numa decisão marcada pela generosidade, os pais autorizaram a doação dos órgãos da filha. Entretanto, o Ministério Público de Génova abriu um inquérito por suspeita de homicídio por negligência para apurar se a piscina cumpria todas as normas de segurança exigidas.
A morte de Alice voltou a colocar em destaque a necessidade de reforçar a legislação sobre a segurança das piscinas em Itália. O ministro da Proteção Civil, Nello Musumeci, defendeu regras mais rigorosas para prevenir novas tragédias, enquanto a primeira-ministra Giorgia Meloni já manifestou apoio à criação de uma lei nacional que imponha medidas de proteção mais exigentes para evitar acidentes semelhantes.






