Médio quer voltar a Portugal e se já baixava o salário para ser leão, também o fará para vestir de encarnado. Para João Palhinha, de 31 anos, a proximidade aos filhos pesa mais nos pratos da balança de uma transferência, o que pode facilitar a tentativa do Benfica em garantir este reforço pedido por Marco Silva.
A contratação de João Palhinha entra nos planos de Marco Silva e esse desejo foi já expresso a Rui Costa, cabendo agora ao presidente do Benfica avaliar e negociar os termos de um eventual acordo com o Bayern, com quem o internacional português tem mais dois anos de contrato. Este é o primeiro (grande) obstáculo, mas há outro que o jogador conseguirá atenuar, dado que além de aceitar jogar de águia ao peito, apesar da longa formação no rival Sporting, também fará, apurou O JOGO, um significativo desconto salarial ao clube da Luz, na linha do que já tinha previsto fazer ao emblema de Alvalade.
O Sporting tinha nos planos o regresso de João Palhinha, mas a demora na tomada de decisão do Tottenham, que tinha até ao início desta semana a possibilidade de exercer a opção de compra, de 30 milhões de euros, que constava no contrato de empréstimo do jogador, levou os leões a virarem a bússola para Altimira. Com a contratação de Marco Silva pelo Benfica e esta desistência leonina, as coordenadas dos encarnados viraram-se para o futebolista de 31 anos, que aufere cerca de nove milhões de euros por ano, um salário completamente fora do alcance de qualquer clube português, mas do qual o médio admite cortar… muito.
Separado dos filhos devido a divórcio, o centrocampista definiu como prioridade para a sua vida e carreira voltar a Portugal ou, no mínimo, encontrar colocação mais próxima, pelo que o cenário de ingressar no Benfica encaixa nas suas pretensões. A isto soma-se a relação muito próxima que desenvolveu com Marco Silva durante as duas épocas em que estiveram juntos no Fulham. Deste modo, e mais do que convencer Palhinha, ao Benfica faltará dar a volta ao Bayern, sobretudo para viabilizar um empréstimo, e angariar argumentos para o aperto de mão com os bávaros.









