O diretor de Imprensa do Benfica, Gonçalo Guimarães, foi na sexta-feira condenado pelo Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) ao pagamento de uma multa de 2.040 euros na sequência da queixa-crime apresentada pelo grupo de imprensa Medialivre e pelo seu jornalista, Gustavo Lourenço, na sequência dos incidentes nos Açores e no Seixal, em fevereiro.
O primeiro incidente aconteceu à entrada do hotel em Ponta Delgada, nos Açores, antes do jogo do Benfica diante do Santa Clara. O jornalista Gustavo Lourenço procurou uma reação de Nicolás Otamendi, com o diretor de Imprensa do Benfica a negar-lhe o acesso com uma chapada na mão. Poucos dias depois, no Benfica Campus, durante uma sessão de treinos da equipa principal, o jornalista Gustavo Lourenço, num momento gravado pelas câmaras e posteriormente transmitido pela CMTV, pediu ao assessor do Benfica que não lhe voltasse a bater, ao que Gonçalo Guimarães respondeu que o faria “as vezes necessárias”.
No acórdão do CD, é possível ler-se que “as referidas condutas ultrapassam o âmbito das funções de um Diretor de Imprensa, violando os deveres de retidão e lealdade (incluindo de correção, urbanidade e contenção) para com outros agentes desportivos ou terceiros (em especial jornalistas no exercício das suas funções)”.
Inicialmente, Gonçalo Guimarães foi multado em 16 UC (1.632 euros), mas dado ao facto de ser reincidente, a esse montante foi acrescentado 1/4 do valor (408 euros). Recorde-se que aquando do clássico entre Benfica e FC Porto (2-2), a 8 de março, o diretor de Imprensa dos encarnados acabou por receber 23 dias de suspensão e uma multa de 3.825 euros por ter empurrado Lucho González na sequência de uma altercação entre vários elementos dos dois bancos. “Gonçalo Guimarães empurrou o Delegado [Lucho González] colocando-lhe a mão no ombro e dizendo ‘vai para o cara…'”, conforme está descrito no Relatório do Delegado da Liga para esse encontro.






