Sócio do Benfica, advogado e ex-candidato, João Diogo Manteigas segue Benfica de perto e faz balanço da temporada pós-eleições.
Nenhum sócio está satisfeito com o caminho do Benfica, é a continuidade dos últimos cinco anos. Temos um campeonato, duas Supertaças e uma Taça da Liga, é muito pouco para aquilo que é o Benfica e o que o Benfica representa para nós. Pode parecer paradoxal, mas temos de continuar a apoiar, benfiquista que se preze tem de apoiar nos estádios, nos pavilhões. Obviamente, exigir, acho que as eleições trouxeram isso, mais debate, nem que seja entre os benfiquistas, não digo que da Direção para os benfiquistas.
A pressa foi tanta em contratar uma arma eleitoral, um treinador que iria fazer o papel transversal de treinador, de diretor de comunicação, de defender o Benfica, contra tudo e contra todos… Contra a arbitragem. A figura de Mourinho defendia a própria instituição, confundia-se com a própria instituição, o que é um erro. Mourinho era um trabalhador e tinha de ser defendido como qualquer outro trabalhador, beneficiando daquilo que Mourinho tem de bom. Esse é o primeiro grande problema, é um problema contratual. A cláusula tinha de ser condicional, tinha de cair a partir do momento em que o Rui Costa ganha as eleições, para não se colocarem a jeito, Mourinho e a SAD. O que é que aconteceu? Vimos José Mourinho a pedir a renovação publicamente, a dizer que estava cá, que gostava muito de estar no Benfica, que achava estar a perder uma proposta de renovação, porque queria continuar no Benfica. E ausência completa da SAD sobre o assunto. Até à semana do jogo na Amoreira [com o Estoril], em que é apresentada proposta de renovação — quarta-feira. É mensagem que o Benfica passa de ‘não sei bem se queremos que o José Marinho continue’.








