O menino de sete anos que esteve 40 minutos submerso na Praia do Rebolim, em Coimbra, não resistiu aos graves ferimentos que sofreu e morreu, na quarta-feira à noite, no hospital pediátrico de Coimbra.
O acidente aconteceu na passada segunda-feira à tarde numa zona não vigiada do areal no rio Mondego. A criança não conseguiu escapar à forte corrente e esteve 40 minutos – e não 20 minutos como foi noticiado inicialmente – submersa nas águas.
O menino foi resgatado pelos Bombeiros Sapadores de Coimbra e reanimado pelo INEM na praia, mas sofreu lesões cerebrais muito graves. Condição que acabou por ditar a morte na quarta-feira à noite no hospital pediátrico de Coimbra, onde estava internado.
O afogamento ocorreu fora da área vigiada pelos nadadores-salvadores da Praia do Rebolim, confirmaram ao JN os profissionais que se encontravam no local e os Bombeiros Sapadores de Coimbra. A ocorrência registou-se já para além da zona assinalada como não vigiada. A criança foi encontrada submersa pelas equipas de mergulho dos Bombeiros Sapadores de Coimbra e resgatada para a margem.
Um outro menor também foi apanhado pela corrente do rio Mondego, mas conseguiu escapar sozinho.
Recorde-se que mais de 60 crianças morreram afogadas e 57 necessitaram de internamento hospitalar, segundo o mais recente relatório da Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI), a que o JN teve acesso. No mesmo período, o 112 reencaminhou para o INEM 588 ocorrências relacionadas com afogamentos e acidentes de mergulho. Os acidentes fatais ocorrem sobretudo em praias e piscinas privadas.








