Treinador do Gil Vicente arrasou tudo e todos após a derrota contra o Benfica

Luís Pinto não escondeu a revolta após a derrota do Gil Vicente frente ao Benfica, por 4-1, nos quartos de final da Allianz Cup. O treinador dos gilistas criticou duramente a suspensão do castigo de Jhon Durán, que permitiu ao avançado colombiano jogar e marcar na partida, apesar de ter sido expulso no encontro anterior, frente ao Santa Clara.
Em declarações à Sport TV, o técnico considerou que a eliminatória começou a ser decidida antes de as equipas entrarem em campo, embora tenha reconhecido a superioridade dos encarnados.
“Acaba por ser um golpe duro quando conseguimos estar tão bem no jogo, perto de fazer o 1-0, e depois sofremos o golo no lance seguinte com um ressalto, a bola sobra para a frente da área. Acredito que isso tenha encaminhado um pouco a decisão do jogo. Foi um jogo que começou a ser jogado fora de campo. Ganhou quem tinha de ganhar, quem queriam que ganhasse. Com todo o mérito. Uma equipa muito bem trabalhada, com dinâmica ofensiva muito difícil de se contrariar. Quero ver se para a semana dispensam o Espi para poder jogar contra o Vitória como fizeram hoje em cima da hora do jogo. Temos o futebol que queremos ter.”
Sobre a exibição da sua equipa, Luís Pinto mostrou-se orgulhoso da atitude dos jogadores, apesar da eliminação.
“Em parte satisfeito. Competimos muito bem nos primeiros 35 minutos. Mesmo com uma segunda parte com o alargar do resultado, tivemos capacidade de entrar no jogo outra vez. Quase fizemos o 3-2 e tentámos ir buscar mais alguma coisa. Sabíamos que nos íamos estar a expôr e era um risco muito grande. Entre perder por 3 ou 4 e ir atrás do segundo golo e entrar na disputa da eliminatória, preferimos tomar essa decisão. Os jogadores tentaram tudo desde o primeiro minuto. Estou orgulhoso. Não satisfeito, mas orgulhoso.”
O treinador voltou depois a abordar a situação de Durán, estabelecendo uma comparação com a expulsão de Espigares, jogador do Gil Vicente, e desafiando os responsáveis disciplinares a aplicarem o mesmo critério.
“Não fiquei surpreendido infelizmente. Só gostava era que agora acontecesse a mesma coisa com uma expulsão que não pode ser por ir isolado, porque o Espi está entre o Rafa e a baliza. Nâo houve cotovelo na cara. Mesmo que não sejam tão em ‘close up’ como devia ser para repôr a verdade desportiva, não é motivo para expulsão. Já que abriram o precedente de um castigo de um jogador que foi expulso de um jogo e não podia jogar o próximo, quero ver se terei o Espi para a semana para jogar contra o Vitória. Se acredito? Claro que não acredito nada. Temos o futebol que queremos ter. Temos a final four que querem ter, com três equipas grandes e um outsider, e parabéns ao Famalicão. O Benfica faz uma exibição muito boa, quen não deixa dúvidas sobre quem devia ter sido o vencedor. Mas temos o que o futebol português quer ter. Ontem disse aos jogadores que o Durán não podia jogar porque tinha sido expulso. No decorrer do dia, começámos a ter a certeza de que ele ia jogar. Porque onde há fumo há fogo e não vale a pena.” VÍDEO

