O corpo de uma mulher escocesa de 38 anos foi encontrado dentro de uma mala, num edifício abandonado no centro de Atenas, na Grécia.
O corpo foi encontrado por um sem-abrigo no dia 18 de julho num edifício devoluto no bairro de Kypseli, zona do centro de Atenas popular entre estrangeiros residentes na cidade, avançou a rádio e televisão pública grega ERT.
“Os restos mortais foram identificados como pertencentes a uma mulher britânica”, afirmou uma fonte próxima do processo, citada pela Imprensa grega. “Os familiares mais próximos já foram identificados”. A mesma fonte acrescentou ter sido confirmado que a vítima nasceu na Escócia, em 1988.
Segundo os meios de comunicação gregos, a vítima será Elizabeth Jane Ross e estava hospedada na capital grega em casa de amigos, que terão relatado tê-la visto pela última vez a 15 de julho.
A autópsia ao corpo revelou que Elizabeth Ross estaria morta há oito dias no momento em que o corpo foi encontrado. O exame não encontrou “qualquer evidência” de luta ou sinais de agressão física.
Telemóvel manteve-se operacional
Segundo dados recolhidos pelas autoridades, Ross tinha viajado para a região a partir dos Estados Unidos, chegando à Grécia no dia 29 de junho, num voo proveniente do Chipre. Os investigadores estão em contacto com companhias aéreas e a analisar registos de voo e reservas de alojamento na tentativa de reconstruir o percurso de Elizabeth Ross até à Grécia e apurar se viajava sozinha.
A porta-voz da polícia, Konstantina Dimoglidou, revelou que estavam a ser analisadas imagens de videovigilância para reconstruir os movimentos da vítima antes da morte. Em declarações à estação televisiva SkaiTV, a responsável confirmou que as autoridades estão a tratar o caso “como um ato criminoso, tendo em conta a forma como o corpo foi encontrado”.
Um dos elementos que mais tem alimentado o mistério em torno da morte de Elizabeth Ross prende-se com o facto de o telemóvel da britânica ter permanecido totalmente operacional até à divulgação da identidade








