Partido liderado por André Ventura foi o único a votar a favor do fim do Governo, mas houve mais quem pedisse a demissão de Luís Neves
A moção de censura apresentada pelo Chega contra o Governo foi chumbada, sendo que o partido liderado por André Ventura foi o único a votar a favor.
Este era o fim esperado para a iniciativa, já que todos os outros partidos tinham indicado que se iam abster na votação, sendo que, naturalmente, PSD e CDS votaram contra.
A eles juntaram-se a Iniciativa Liberal, o PAN, o Livre e o JPP. O resto da Assembleia da República, composta por PS, CDU e Bloco de Esquerda optou por se abster.
O Chega ficou, assim, sozinho na votação, encerrando um dia que começou com a audição do ministro da Administração Interna na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, onde Luís Neves voltou a tentar explicar todas as polémicas em que está envolvido.
Apesar de vários partidos terem concordado que Luís Neves não tem condições para continuar à frente do Governo – Iniciativa Liberal e Bloco de Esquerda pediram a demissão, por exemplo -, só o Chega votou a favor da iniciativa.
A moção de censura acabou com 60 votos a favor, respetivos aos deputados do Chega, com os 80 parlamentares que compõem a Aliança Democrática (AD) a votarem contra, além dos restantes já mencionados. Ao todo, a moção de censura acabou com 104 votos contra, 62 abstenções e 60 votos a favor.
Confirmado o chumbo, a grande notícia que sai desta terça-feira é o novo alívio fiscal prometido pelo primeiro-ministro para novembro. Luís Montenegro anunciou mexidas nas pensões e no IRS, faltando ainda perceber como vai funcionar a medida no imposto que incide sobre o rendimento.
O debate da moção de censura acabou com a bancada do Chega a pedir, em uníssono, a demissão de Luís Neves, gritando no Parlamento enquanto ficavam de pé. Em resposta, as bancadas de PSD e CDS bateram palmas ao ministro da Administração Interna, que abandonou o hemiciclo sozinho, já depois de ser cumprimentado por grande parte dos deputados que apoiam o Governo.










