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Benfica recorre da absolvição de Rui Pinto

O clube das águias recorreu da absolvição, acusando o tribunal de ter cometido “erros jurídicos, processuais e factuais”, segundo o recurso que o JN consultou, entreposto em junho deste ano no Tribunal da Relação de Lisboa.

Na leitura da sentença, a juíza presidente do coletivo considerou a acusação do Ministério Público como inválida e criticou o uso duplicado da mesma prova em vários processos.

O tribunal entendeu haver sobreposição de factos e sobreposição de meios de prova utilizados pela investigação no primeiro processo envolvendo o Rui Pinto, em que o criador do “Football Leaks” foi condenado a uma pena suspensa de quatro anos. O coletivo criticou o Ministério Público pelo uso repetido da mesma prova e consideraram que “a dignidade do arguido enquanto pessoa” foi violada e beliscada.

A absolvição foi assim justificada pelo coletivo de três juízes com uma alegada “inconstitucionalidade” no processo.

No recurso para o Tribunal da Relação de Lisboa, o Benfica alega que o coletivo de juízes usurpou poderes reservados ao Tribunal Constitucional.

Os crimes do mais famoso hacker português neste processo prendem-se com emails roubados ao Benfica e acessos ilegítimos a sistemas informáticos do Futebol Clube do Porto, de juízes e advogados, da Liga de Futebol, entre outras instituições.

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