O homem que foi absolvido do homicídio de um agente da PSP apresentou uma queixa-crime contra André Ventura. Clóvis Abreu acusa o presidente do Chega de discriminação e incitação ao ódio num vídeo que partilhou nas redes sociais em abril deste ano.
André Ventura reagiu à queixa-crime com indignação.
O vídeo foi publicado um dia depois da absolvição. Agora, Clóvis Abreu apresenta uma queixa-crime no Ministério Público contra André Ventura.
A defesa de Clóvis Abreu acusa o presidente do Chega de difamação do homem absolvido e da comunidade cigana, e de ter um discurso mentiroso, injusto e que apela e incita ao ódio.
Na queixa-crime declara-se que é inadmissível que um conselheiro de Estado, deputado na Assembleia da República e presidente de um partido político tenha um discurso mentiroso, xenófobo, discriminatório, terceiro-mundista e inaceitável num Estado de Direito Democrático.
Defende-se que André Ventura deve ser escrutinado e punido em sede criminal.
Em maio, o Ministério Público abriu um inquérito a vários vídeos publicados por André Ventura, onde criticava a comunidade cigana.
As agressões que vitimaram Fábio Guerra aconteceram na madrugada do dia 19 de março de 2022. Um grupo de cerca de dez pessoas agrediu ainda outros três polícias.
Clóvis Abreu esteve fugido à justiça durante mais de um ano. Apresentou-se às autoridades em setembro do ano passado e foi condenado, em primeira instância, a 14 anos de prisão por homicídio qualificado.
A defesa recorreu da decisão e, em abril deste ano, os desembargadores consideraram não ter ficado provado que Clóvis Abreu pontapeou Fábio Guerra na cabeça. O Tribunal da Relação de Lisboa absolveu Clóvis Abreu do crime de homicídio qualificado.
Mas foi condenado a seis anos de prisão por tentativa de homicídio e ofensas à integridade física contra outro agente da PSP e um cliente da discoteca Mome, em Lisboa, local onde ocorreram as agressões.










