O presidente do Sporting, Frederico Varandas, aproveitou a Gala Rugidos de Leão para proferir uma série de mensagens incisivas que abalaram o panorama do futebol português. O discurso focou-se na arbitragem, na comunicação dos rivais e na defesa da integridade competitiva.
Varandas iniciou o ataque direcionando as críticas à comunicação dos treinadores rivais, usando uma bicada direta ao técnico do Benfica, José Mourinho:
Em defesa do treinador do Sporting, Rui Borges, Varandas afirmou: “Míster, o seu problema é que não faz um show de comunicação.”
O presidente criticou a narrativa persistente dos rivais, nomeadamente a ideia do “manto verde” (referência ao Sporting ser beneficiado), questionando: “Os presidentes do FC Porto e do Benfica são patetas? Acho que não”, e recordando que o “Sporting foi o clube mais penalizado dos três grandes” na época anterior.
Manifestou indignação pela forma como foi analisado o canto polémico nos Açores: “É pura demagogia e falta de seriedade, tenham vergonha.”
Excesso de Comunicados e a Polémica do VAR
O líder leonino contrastou a postura comunicacional do Sporting com a dos seus adversários, focada em comunicados sobre arbitragem:
“Nas últimas duas épocas e no início desta o Benfica fez 20 comunicações oficiais sobre arbitragem e o FC Porto 19. O Sporting fez duas e fui eu que falei.”
“Não nos refugiamos cobardemente em posts não assinados,” disparou, numa referência clara à comunicação nas redes sociais de outros clubes.
Relativamente ao caso Fábio Veríssimo e à polémica do VAR no Dragão, Varandas foi duro com o FC Porto: “É mau de mais, é baixo de mais. (…) O FC Porto fez um comunicado de sete pontos e não há um pedido de desculpa.”
Lembrou que os problemas de bateria do VAR só foram noticiados “no Estádio do Dragão” e criticou a postura portista sobre o sistema: “É preciso que não vá lá alguém desligá-lo.”
Críticas à Federação e Ataque a Villas-Boas
Varandas elevou o tom para criticar a gestão da arbitragem pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF):
Criticou o facto de a FPF ter “queimado um árbitro na praça pública”, classificando a ação como “muito grave”.
Desafiou os organismos: “Se na Liga e na FPF não têm arcaboiço para ir contra um ou dois grandes ao mesmo tempo, desistam.”
Varandas sugeriu que a origem da controvérsia é o sucesso do clube: “O que está pior é o desespero de o Sporting ganhar o tricampeonato.”
O presidente do Sporting atacou ainda André Villas-Boas (FC Porto): “Disseram que vinha aí uma lufada de ar fresco, mas é bafio e hipocrisia do pior que o futebol português já conheceu.”
A fechar, Varandas destacou a diferença de valores: “Não somos iguais e não queremos ser iguais.”
Por fim, apelou à união dos adeptos na luta pelo título: “Sabemos bem o que o campeonato significa para os nossos rivais. Lutem connosco, lado a lado, com orgulho e alegria de pertencer ao melhor Sporting da vossa vida.”










