Declarações de Jorge Jesus na conferência de imprensa de apresentação como novo selecionador de Portugal, esta sexta-feira.
Quando chegou ao Al Nassr, disse que aceitou o desafio por causa de Cristiano Ronaldo. Já falou com ele? Que papel terá na Seleção? “Ainda não falei com o Cris. Ele nunca vai ser um problema para a Seleção nem para mim. Aquilo que ele é como jogador e a polémica que houve à volta dele… cada um pensa como quiser. Quando tiver de tomar alguma decisão, vou falar com o Cris e com todos os jogadores individualmente. Não vou falar com ele por ser o Cris. Ele é um símbolo do futebol português, da Seleção, de Portugal, e isso vai ficar para sempre na história. Tive um grande prazer em trabalhar com ele no último ano. É facílimo trabalhar com ele, desde que se perceba onde ambos podemos chegar. A partir daí, as coisas serão fáceis, mas isso vai depender daquilo que ele quiser fazer. Sei que ele quer continuar no Al Nassr. Ele já me disse que quer acabar a carreira lá. Mas, desde que tenha condições para ser selecionado, eu farei aquilo que achar melhor para a Seleção.”
Na Seleção não há transferências, mas há lesões e castigos. Se lhe perguntassem hoje qual é o jogador que não gostava de perder, qual seria? “Não é fácil, mas ainda respondendo sobre o Cris: no ano passado, o Al Nassr fez 50 jogos e ele fez 31. No campeonato, eu substituí-o 16 vezes. Portanto, nunca nos confundimos: uma coisa é o jogador que ele é, outra coisa sou eu como treinador e as minhas decisões. Sobre o jogador, não vou perder nenhum, só se se lesionar. Portanto, tenho alguma vantagem de hoje poder falar da Seleção e de alguns jogadores, porque destes 24/26, 12 já trabalharam comigo. Conheço-os todos bem. São todos grandes jogadores, são todos tão grandes e com tanta qualidade que faz com que, se todos fizéssemos uma equipa da Seleção em 10 pessoas, todas seriam diferentes, porque há muita qualidade. Acredito em todos. Esta equipa que acabou o Mundial vai aparecer com novos jogadores nestes quatro anos. Portugal tem escalões de formação com muita qualidade. Conheço muitos deles e, portanto, a partir do momento em que esteja aqui, vou estar mais inserido na evolução dos jovens. Mas o mais importante neste momento é o presente. E, se alguém me perguntar se tem de haver remodelação, sangue novo… Não. Daqui a poucos dias há jogo e, desta Seleção, só seis jogadores têm mais de 30 anos, e dois deles são guarda-redes, que jogam mais tempo. Não é uma equipa velha, tem uma média de 28 anos. Nessa idade é o nosso melhor período. Não é por aí que a Seleção vai ter problemas.”










