Internacional

Bruno Fernandes sofreu a mesma “humilhação” de Ronaldo mas houve um pormenor que faz toda a diferença

Dois capitães portugueses, dois treinadores sob pressão e uma situação surpreendentemente semelhante. Bruno Fernandes viveu uma noite para esquecer em Old Trafford, depois de Michael Carrick o ter mandado aquecer sem nunca o colocar em campo. O episódio fez recordar a polémica recente entre Cristiano Ronaldo e Jorge Jesus na Seleção Nacional. Mas, apesar das semelhanças, houve uma diferença fundamental na reação dos dois jogadores.

O Manchester United voltou a viver uma noite de pesadelo, desta vez com uma derrota por 3-0 frente ao Bournemouth, em Old Trafford.

Michael Carrick já tinha surpreendido antes do apito inicial ao deixar Bruno Fernandes no banco de suplentes, uma decisão particularmente polémica depois das críticas do internacional português à abordagem tática do treinador na sequência do encontro com o Como.

Contudo, o episódio mais controverso aconteceu durante a segunda parte.

Com o resultado a tornar-se cada vez mais desfavorável, Carrick mandou Bruno Fernandes aquecer, alimentando a expectativa de que o capitão seria chamado a tentar mudar o rumo da partida.

Mas isso nunca aconteceu.

O treinador inglês optou por lançar Joshua Zirkzee e Shea Lacey, deixando o internacional português no banco até ao apito final.

Bruno Fernandes aqueceu, preparou-se para entrar, mas acabou por assistir à derrota por 3-0 sem disputar um único minuto.

A decisão provocou uma reação particularmente dura de Jamie Carragher, antigo defesa do Liverpool e comentador da Sky Sports.

Para Carragher, o comportamento de Michael Carrick não foi uma simples opção tática.

“Acho que foi uma decisão deliberada deixá-lo no banco e quase tentar envergonhá-lo”, afirmou o antigo internacional inglês.

O comentador considera que o treinador terá procurado expor Bruno Fernandes perante os adeptos, numa altura em que a relação entre o capitão e a equipa técnica está sob escrutínio.

O episódio que fez recordar Cristiano Ronaldo e Jorge Jesus

A situação vivida por Bruno Fernandes apresenta semelhanças com a polémica que envolveu Cristiano Ronaldo e Jorge Jesus na Seleção Nacional, no final de setembro.

Na partida frente à Noruega, em Oslo, o selecionador português decidiu apostar em Gonçalo Ramos no onze inicial.

O avançado correspondeu à confiança e marcou na vitória portuguesa, enquanto Cristiano Ronaldo permaneceu no banco durante os 90 minutos.

Segundo a reconstituição divulgada pela imprensa, Ronaldo ficou particularmente desagradado por Jorge Jesus lhe ter transmitido que poderia disputar cerca de 30 minutos, algo que acabou por não acontecer.

A tensão entre Cristiano Ronaldo e Jorge Jesus agravou-se nos dias seguintes.

Na véspera do encontro com a Dinamarca, e pouco depois de o selecionador ter garantido publicamente que o assunto estava ultrapassado, Ronaldo não participou no treino da equipa portuguesa.

O capitão abandonou o estádio Parken e deixou o estágio da Seleção.

Nessa noite, o seu jato privado transportou-o de Copenhaga para Madrid.

Ronaldo anunciou posteriormente nas redes sociais que tinha abandonado a concentração e prometeu explicar aos portugueses a sua versão dos acontecimentos.

Essa explicação surgiu dias depois, através de um comunicado de oito páginas.

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