O candidato presidencial António José Seguro doou esta segunda-feira 1.500 metros de material não impresso destinado habitualmente a cartazes de propaganda política para a produção de lonas de cobertura, com o objetivo de apoiar as famílias afetadas pela passagem da tempestade Kristin pela região Centro do país, informou fonte oficial da candidatura
De acordo com a mesma fonte, António José Seguro decidiu abdicar da colocação de um cartaz da sua campanha presidencial e canalizar esse material para uma resposta imediata às necessidades no terreno, através da entrega de lonas destinadas a cobrir telhados danificados e a proteger equipamentos e bens essenciais das famílias afetadas.
“O material não está impresso, não contém qualquer mensagem política”, sublinha a candidatura, que acrescenta que a distribuição das lonas teve início hoje e deverá ficar concluída até ao final do dia.
As lonas serão entregues aos corpos de bombeiros voluntários de Leiria, Castelo Branco, Ourém, no distrito de Santarém, e Condeixa-a-Nova, no distrito de Coimbra. Caberá depois a cada corporação assegurar a distribuição no respetivo distrito, de acordo com as necessidades identificadas no terreno.
A tempestade Kristin provocou um rasto de destruição significativo, sobretudo nos distritos de Leiria, Coimbra e Santarém, que concentram os maiores estragos. Desde a semana passada, registaram-se nove mortes associadas ao mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco óbitos diretamente relacionados com a passagem da depressão Kristin, aos quais se juntou uma vítima mortal anunciada pela Câmara Municipal da Marinha Grande. Posteriormente, foram ainda registados três óbitos resultantes de quedas de telhados durante trabalhos de reparação e de uma intoxicação provocada por um gerador.
Entre as principais consequências materiais do temporal contam-se a destruição total ou parcial de habitações, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o corte ou condicionamento de estradas e serviços de transporte — em particular linhas ferroviárias —, o encerramento de escolas e falhas no fornecimento de energia elétrica, água e comunicações. O mau tempo provocou ainda algumas centenas de feridos e desalojados.
Face à gravidade da situação, o Governo decretou o estado de calamidade até ao próximo domingo em 69 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio que poderá ascender a 2,5 mil milhões de euros, destinado à recuperação das zonas afetadas e ao apoio às populações.









