No contexto de campeonato, ficou contente com a continuidade de Sporting e FC Porto na Europa e se acha que esta vitória causa mais pressão nos rivais? “Não sei se lhes causa, para o FC Porto a diferença é significativa, como ainda temos um jogo para jogar, três pontos para jogar ainda deixa um ponto de interrogação grande. Se me pergunta em relação à qualificação de ambos e do Braga, não. Fiquei contente pelo futebol português, porque são pontos importantes, fiquei contente pelo Rui Borges que foi massacrado por ter perdido um jogo, que não devia ter perdido, mas eu também perdi lá e por números maiores. Fiquei contente pelo Rui, digo sempre que as equipas portuguesas são sempre candidatas a vencer a Liga Europa, o FC Porto e Braga estão lá para ganhar. Ganhar a Champions é mais complicado. Se você me perguntar se eu gostava que o Sporting fosse campeão europeu? Não gostava, não gostava mesmo. O último em Portugal fui eu, eu não gostava mesmo”.
Utilizou Sudakov ao invés do Rafa atrás do ponta-de-lança: “Eu fiz porque estavam todos a pedir que fizesse, estou a brincar. Se eu pusesse o Rafa e não o Sudakov, também me perguntavam por que joga o Rafa e não o outro? Por que jogou o Pavlidis e não o Ivanovic, que nos deu a vitória em Arouca? Por que jogou o Enzo a central e não o Ríos, que jogou 20 minutos em Arouca? Ou por que não jogou alguém da equipa B? Há sempre motivos, uns posso explicar, outros nem tanto. Meti o Sudakov porque achei que sem o Aursnes a nossa equipa perdeu o controlo do jogo: perdeu fluidez, competência, recuperar e o andar para a frente e para os lados. Não tendo um médio com o mesmo tipo de características, achei que seria um número 10 mais vertical do que um 10 que baixa para ir buscar jogo à primeira linha, dava mais consistência à equipa. Quando o Aursnes voltar, voltarei à estabilidade e posso procurar mais o jogo vertical. Hoje, achámos que era esta a melhor opção”.





