José Mourinho foi confrontado, na antevisão ao encontro frente ao SC Braga, com as recentes declarações de Frederico Varandas, presidente do Sporting, mas afastou qualquer impacto dessas palavras no balneário do Benfica.
O treinador encarnado deixou claro que prefere não entrar nesse tipo de comentários: «Não quero comentar as palavras do presidente do Sporting e tentarei não comentar as palavras de nenhum dos presidentes». Questionado sobre se esse discurso poderia servir de motivação extra, Mourinho foi direto: «Se serve de gasolina para nós? Não, não serve de gasolina para nós».
Ainda assim, o técnico recorreu a uma comparação para enquadrar a ideia de que chegar “atrasado” nem sempre impede o sucesso, evocando a história do clube da Luz: «A história do Benfica mostra que algumas vezes chega atrasado mas que na maior parte das vezes não chega atrasado». Para reforçar o argumento, Mourinho recorreu a um exemplo fora do futebol: «Lewis Hamilton chegou atrasado nos dois últimos mundiais de F1, mas ganhou sete ou oito. É o piloto de F1 que tem mais campeonatos».
O treinador concluiu sublinhando que o Benfica não precisa desse tipo de estímulo externo, lembrando o passado vitorioso do clube: «A história do Benfica mostra que sim, que nas duas últimas épocas chegou atrasado, mas é o clube que tem mais troféus em Portugal e não precisamos desse tipo de incentivo». Mourinho explicou ainda qual deve ser a verdadeira fonte de motivação da equipa: «O incentivo é o orgulho próprio, sermos profissionais, lutarmos até aos nossos limites, acreditarmos que a matemática é que decide as possibilidades de ganhar ou não.»







