Análise: “Saio com a sensação que não deveríamos ter perdido este jogo, pelo trabalho, pelo esforço, pela capacidade tática em muito momentos de fechar um belíssimo adversário e termos levado o jogo até um determinado momento em que teríamos de segurar. Não podemos perder em casa de um candidato ao título com um golo de bola parada, principalmente depois de uma primeira parte mais personalizada do que a segunda com bola. Encolhemos um bocadinho a capacidade de sair, mas na primeira parte tivemos situações, fizemos um golo, estivemos perto de fazer outros, as principais oportunidades foram nossas. Na segunda parte o Sporting teve mais caudal, andou à nossa volta, mas a verdade é que criar situações para fazer… Acabámos por estar mais ou menos a controlar. E repito, não deveríamos ter perdido este jogo, não podemos perder estes jogos numa situação de bola parada, perante u grande adversário. É um amargo de boca, porque acho que fizemos o suficiente, num jogo que teve esta história mas poderia ter tido uma história diferente. As histórias vão-se fazendo desde o início do jogo, no seu decorrer, na sua continuidade, e poderia ter tido uma história diferente.”
Golo anulado: “Sim, já vi as imagens e a mim não parece falta. Estamos a viver a era do quinto árbitro. Há um quinto árbitro que decide muito mais o jogo do que os intervenientes que estão dentro das quatro linhas, que correm, que se esforçam, que tomam boas e más decisões, mas estão lá próximo, que sentem os jogadores. Há situações em que o VAR é fundamental e tem de intervir, situações capitais do jogo. Agora há situações em que eu ou qualquer um de nós em casa, a editar um vídeo, a parar uma imagem, conseguimos mostrar seja aquilo que for. Podem concordar ou não, mas não é o suficiente para retirar um golo. Não sei se iria ser assim do outro lado. O que quero dizer é que o árbitro tomou uma decisão dentro do campo, e quando assim é, por algo que não é assim tão radical, os intervenientes que estão fora do campo não devem ter tanto poder e na era do quinto árbitro não deveria ser assim.”
Diferenças da primeira para a segunda parte, com menos posse de bola: “É um passo que temos de dar enquanto equipa. Somos uma equipa que quer jogar, seja onde for, quer discutir o resultado e quer chegar à baliza adversária. Na primeira parte estávamos a encontrar os espaços e estávamos a conseguir ligar e encontrar os caminhos para chegar à baliza adversária, a conseguir ligar e manter a bola como queríamos. Depois o Sporting com o decorrer de jogo, metendo mais pressão na nossa construção, começou a recuperar bolas mais cedo e nós aí prendemo-nos um bocadinho. Temos de dar o passo à frente. Mesmo perante essa pressão de uma grande equipa como o Sporting, temos de manter a mesma personalidade e encontrar outros caminhos e manter a tranquilidade. Os jogadores esforçaram-se e trabalharam. Temos de dar um passo para tirar coisas destes jogos. Mas os jogos e as histórias constroem-se e este jogo podia ter tido uma história diferente.”










