Nuno Pardal Ribeiro foi condenado por dois crimes de recurso a prostituição infantil, um consumado e outro na forma tentada.
De acordo com o Expresso, a juíza suspendeu a pena porque considerou que não ficou provado que o ex-dirigente do Chega soubesse que a vítima tinha quinze anos na altura dos factos.
O processo tem ainda um segundo arguido, Carlos Conde Ribeiro, já condenado num processo diferente por dois homicídios, que terá de cumprir uma pena de um ano e meio de prisão.
Caso foi conhecido no início de 2025
Recorde-se que o caso foi conhecido no início de 2025, tendo levado à demissão de Nuno Pardal Ribeiro em fevereiro por “não reunir condições para o efeito”. À data, Nuno Pardal Ribeiro alegou, em declarações à Lusa, que “os factos que estão descritos [na acusação], alguns, ou seja, os mais graves, não correspondem à verdade”, mas recusou adiantar mais detalhes.
“Neste momento, o que menos importa é saber se eu continuarei ou não continuarei a ser militante”, apontou Nuno Pardal, referindo que a sua primeira preocupação é preservar o seu núcleo familiar e “tentar demonstrar” a sua inocência.
De acordo com procurador Manuel dos Santos, do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Cascais, citado pelo jornal Expresso, “o arguido sabia que o assistente tinha 15 anos e era sexualmente inexperiente”, praticou sexo oral com o menor e, no fim, enviou um código através do MbWay para que o adolescente pudesse levantar 20 euros.
O caso terá sido denunciado à Polícia Judiciária pelos pais do menor depois de terem tido acesso às mensagens do WhatsApp no telemóvel do filho.
Também em fevereiro do ano passado, cerca de uma semana depois da demissão de Pardal Ribeiro, foi noticiado que o Ministério Público estava a investigar uma denúncia contra o deputado do Chega Pedro Pessanha (que foi cunhado de Pardal Ribeiro), suspeito de ter violado uma jovem de 15 anos. Pedro Pessanha negou na altura as acusações e dizia estar a ser vítima de uma “cabala”.
De referir que a castração química de pedófilos foi uma das bandeiras defendidas pelo Chega, proposta que apresentou mais do que uma vez desde que está representado no parlamento.








