Catarina Furtado foi testemunha de uma cerimónia de casamento infantil durante as férias nas Filipinas e mostrou-se chocada com o que viu.
“Ainda sobre as Filipinas. Ainda sobre o Dia dos Namorados. Ainda e com urgência sobre o crescimento dramático da misogenia, da discriminação contra as raparigas e mulheres e da violência. No dia dos Namorados, eu e a Teresa Conceição fomos visitar uma escola (vamos sempre em todas as nossas viagens) e deparamos-nos com uma realidade que muito nos incomodou: a celebração de ‘casamentos’ entre crianças de 10 anos”, começou a descreve a apresentadora.
“Foi aterrador sentir por um lado alguma alegria inocente de certas crianças, por outro um total desconforto por parte de outras, mas sobretudo desconcertante assistir à normalização de conceitos tão complexos numa idade tão precoce. Sei que não acontece só nas Filipinas mas, de facto, quando assistimos na Europa a retrocessos impensáveis de pensamentos e direitos, só existe uma opção: combate-los com informação e acção”, continuou.
Em Portugal, a apresentadora da RTP mostra-se também surpresa com as tentativas de retrocessos dos direitos das mulheres. “Deparo-me com uma realidade nas escolas que não me surpreendeu totalmente porque depois de ter feito o podcast ‘Ponto de Luz’ percebi em que ponto estamos! Não podemos mesmo deixar, individual e coletivamente. Enquanto sociedade, educadores, pais e mães! Em que mundo de nojo estamos a viver?”, questionou.
Catarina Furtado apontou ainda para um recente inquérito global a 23 000 jovens, que revelou: “31% dos homens da geração Z – nascidos aproximadamente entre 1997 e 2012 – defendem que uma mulher deve obedecer sempre ao marido e 33% consideram que o marido deve ter a palavra final em decisões importantes”, explicou Catarina Furtado antes de protestar: “Todos e todas temos de agir”.







