César Peixoto fez a leitura do FC Porto–Gil Vicente (3-0), da 19.ª jornada da Primeira Liga, considerando que o encontro teve dois momentos distintos. «Uma primeira parte equilibrada, situações de um lado e do outro. Na segunda entrámos melhor, bola na barra, podíamos ter feito um empate e depois acontece a expulsão. É outro jogo. A equipa não abandonou a identidade. Um penálti e uma expulsão são muito difíceis. Sabemos como ganhamos, empatamos e perdemos. Há um jogo até aos 70 minutos e outro depois», afirmou.
O técnico sublinhou que o resultado final ficou marcado pela inferioridade numérica. «O 3-0 é uma consequência da expulsão, não me diz rigorosamente nada. Só o que fizemos até aos 70 minutos. O FC Porto merece a vitória, não há desculpas. Dividimos o jogo, não metemos o autocarro. O resultado não foi o que queríamos», referiu.
Peixoto deixou ainda uma mensagem especial a Vasco Sousa: «Mais que o jogo, uma palavra de força ao Vasco Sousa pelo que tem passado. Esta é a pior parte do futebol e o que mais custa. Tem que ser muito resiliente e quando ninguém acreditar tem que acreditar. O futebol ainda lhe vai dar muitas alegrias. Na minha carreira tive muitas lesões e é importante acreditar. Vasco, acredita. É mais importante que um jogo de futebol. Custa muito. Não o conheço, mas dizem que é um lutador».
Sobre o lance da expulsão, explicou: «O Martín está triste no balneário. Não vê o jogador do FC Porto, atinge o jogador na mão. É critério, foi sem querer. Não arranjo desculpas, só soluções. Depois da expulsão é outro jogo e mesmo assim continuámos a competir e criar. Isso é que me deixa satisfeito, a equipa não se desmoronou. Um amargo de boca porque a expulsão condicionou o jogo e estávamos melhor».
Questionado sobre o mercado, deixou a porta aberta a entradas: «Temos opções. Depois da expulsão tivemos de remediar a equipa e foi o que conseguimos. O mercado está aberto e vamos trazer gente e continuar a chatear a malta lá de cima [da tabela]».









