André Ventura tornou-se no nome de quem mais se fala ao longo da última semana, devido ao resultado histórico nas Legislativas, que faz com que sente agora 48 deputados na bancada Parlamentar. As notícias políticas aumentaram, também, a curiosidade em torno do homem e são muitos os que se questionam porque é que o líder do Chega, sendo um homem que defende os valores católicos e da família, não constituiu ele próprio a sua, uma vez que é casado desde 2016 com Dina Ventura, com quem mantém uma relação sólida.
A resposta acabou por chegar recentemente, depois de o próprio Ventura ter sido questionado sobre o assunto. Até aqui, o político tinha sempre desvalorizado o assunto e adiando para um futuro próximo a chegada de descendência, mas a verdade é que a questão é muito mais funda do que isso.
“As pessoas naturalmente reconhecem-na, sabem quem ela é e respeitam a liberdade dela. Mas acredito que depois, fora do trabalho, haja outro tipo de mal-estar ou ameaças”, revelou à Sábado Sandra Matias, amiga de Dina e mulher político Manuel Matias, em setembro de 2020.
Por isso, à medida que a relevância política de Ventura ia aumentando, a presença da companheira nas redes diminuía drasticamente até desaparecer por completo. E o que antes eram imagens de férias ou partilhas da vida a dois foram totalmente eliminadas das redes.
Hoje, até mesmo nas entrevistas mais pessoais que dá, há uma clara reticência de Ventura em aflorar a questão do casamento ou esmiuçar pormenores da sua vida com Dina Ventura, o que tem a ver com questões relacionadas com a segurança da família.
E o impacto dessa violência é tanto que André Ventura tomou, aos 41 anos, uma decisão que compromete os sonhos de uma família numerosa, explicando que ter filhos está fora de questão quando ele próprio não dá dois passos sem estar protegido por seguranças.
“Ainda não desisti de ter filhos, gostava de ter. Mas vivo sempre com segurança, tenho sempre limitação nas deslocações que faço. Foi uma vida que eu escolhi, mas isso também me leva a pensar nas condições em que estou hoje, se tenho condições para dar aos meus filhos uma vida de segurança, que é o mínimo que eu lhes poderia querer dar e nós hoje temos de ter cuidados de segurança que eu não tinha há dez anos”, explicou em conversa com Diana Chaves e João Baião no programa ‘Casa Feliz’, da SIC.
“Gostava de ser pai. Acho que deve ser uma experiência enriquecedora, que muda a nossa vida. Provavelmente um filho ia tornar o meu coração mais mole”, disse, admitindo, no entanto, que esse sonho foi posto em banho-maria por causa da carreira política.








