José Mourinho lamentou a falta de eficácia do Benfica após a derrota por 2-0 frente à Juventus, em Turim, resultado que complica seriamente as contas na Liga dos Campeões.
No final do encontro, o treinador encarnado sublinhou que a equipa fez o suficiente para sair com outro resultado, mas voltou a apontar a diferença na finalização: “No futebol ganha quem marca. Fizemos muito para ganhar, dentro das nossas limitações, mas nos últimos 20 metros é preciso ser objetivo, partir a baliza, atacá-la com tudo”. Mourinho destacou as várias ocasiões criadas, sobretudo no início da segunda parte, admitindo que sentiu o perigo iminente: “Pela minha experiência e olfato, comentava com os meus companheiros que estávamos a pôr-nos a jeito para ‘comermos’ um golo”.
O técnico referiu ainda o peso do banco da Juventus, comparando-o com as opções do Benfica, e comentou o penálti falhado: “Se o penálti entra… mas estamos outra vez no ‘se, se’”. Sobre Pavlidis, recusou críticas individuais: “Trabalha imenso para a equipa, mas precisávamos de um golo para reentrar no jogo”. No balanço final, foi claro: “O Benfica fez para muito mais, mas no pragmatismo do resultado, perdemos”.
Questionado sobre se a equipa “deu a cara”, como tinha pedido na antevisão, Mourinho respondeu afirmativamente: “Sem dúvida”. Falou em crescimento, lesões e “dores de crescimento”, apontando a diferença de eficácia ao mais alto nível: “O McKennie apareceu uma vez na frente do guarda-redes e fez golo. A este nível é mais complicado, precisas de jogadores de corpo inteiro, com estaleca”. Destacou ainda o esforço de jogadores como Barreiro e Aursnes, que têm acumulado muitos minutos: “Fizeram um esforço extraordinário”.
Sobre as contas na Champions, Mourinho disse olhar para a situação de duas formas: “Enquanto não nos disserem objetivamente e matematicamente que 9 pontos não chegam, nós vamos acreditar”. Reforçou também a cultura do clube: “No Benfica não são os objetivos que definem os níveis de motivação e profissionalismo. Vamos com tudo até ao fim”. Apesar da tristeza, deixou uma mensagem de confiança: “Temos de transformar a tristeza em motivação. Até aos últimos 20 metros fomos muito competentes e corajosos, mas temos de partir a baliza”.








