Displicente o empate? “Mais do que o lance, eu diria mais. Você disse que perdemos dois pontos, diria que perdemos as últimas possibilidades que teríamos de lutar pelo título e deixámos de depender de nós próprios para ficar no segundo lugar. Não gostei da segunda parte.
Ao intervalo falámos do que queríamos mudar, tentei que percebessem… há quem respira futebol e parece que se esquecem das realidades. Fiz-lhes matemáticas, de que a não ganhar a luta pelo título acabava e que deixávamos de depender de nós para o segundo lugar. A equipa criou muito. O adversário não faz um remate à baliza, arriscaria dizer que tivemos 75% de posse de bola, uma coisa absurda.
Depois há desplicência, não há aquela energia, aquela fome de quem está a jogar tudo. Porque para ficar em terceiro lugar, quase podemos perder os jogos todos. Para quem estava a jogar tudo é um lance que não pode acontecer. Fizemos suficiente para ganhar, mas contra estas equipas que dizem que querem ganhar mas não querem, condeno o VAR e quem dá seis minutos extra, não condeno o adversário. Sim. Estou profundamente dececionado, não gostei de nenhuma das três equipas. O Casa Pia tinha fome deste ponto e lutou como pôde por isso. O árbitro sem influência no resultado, mas muita influência no jogo pobre. O Benfica foi pobre na sua atitude na primeira parte, depois melhorou e acaba o campeonato numa situação displicente.”









