As recentes intervenções públicas de Pedro Passos Coelho voltaram a alimentar rumores sobre um eventual regresso do antigo primeiro-ministro à política ativa. Nos últimos tempos, o ex-líder do PSD tem sido uma voz crítica em relação ao Governo liderado por Luís Montenegro, o que levou alguns comentadores a apelidá-lo até de “líder da oposição”. Contudo, quem lhe é mais próximo garante que esse cenário pode estar longe de se concretizar.
Em declarações à imprensa, Fátima Padinha, ex-mulher de Passos Coelho e mãe das suas duas filhas mais velhas, reagiu às especulações que têm marcado o debate político. A empresária admite que tem acompanhado o que tem sido dito nas últimas semanas, mas considera que muitas interpretações podem estar a exagerar o verdadeiro significado das intervenções públicas do antigo governante.
“Pedro é uma pessoa muito livre, que não está condicionada a nada, nem a partidos nem a entidades. Diz aquilo que sente e aquilo que pensa”, explicou Fátima Padinha, sublinhando que ainda nem chegou a falar diretamente com o ex-marido sobre os rumores que circulam. Ainda assim, mostra-se pouco convencida de que exista um plano concreto para regressar à política.
A empresária recorda que não é novidade Passos Coelho comentar a atualidade política, sobretudo durante apresentações de livros e conferências onde costuma participar. Nessas ocasiões, o antigo primeiro-ministro aproveita frequentemente para partilhar a sua visão sobre o estado do país e da política portuguesa. Para Fátima Padinha, esse hábito não significa necessariamente uma preparação para voltar ao ativo, defendendo antes que o foco deveria estar nas ideias que apresenta e não na especulação sobre o seu futuro político.








