O ex-deputado do Chega Miguel Arruda esteve presente, há pouco mais de um ano, num almoço do grupo neonazi 1143, realizado em outubro de 2024 no Porto, revela o jornal Expresso.
Na altura, enquanto ainda exercia funções como deputado do Chega, Arruda não quis ser reconhecido e recorreu a um passa-montanhas para esconder o rosto, numa fase em que começava a ganhar notoriedade no universo da extrema-direita.
O ex-deputado defendia publicamente Mário Machado, líder da associação neonazi, nas redes sociais, chegando a classificá-lo como “preso político” depois de este ter sido condenado a pena de prisão por crimes de ódio.
Contactado pelo Expresso, Arruda recusou-se a comentar a participação no almoço.
“Não falo com jornalistas”, limitou-se a responder.
O almoço, que servia para celebrar o primeiro aniversário do grupo 1143, decorreu três meses antes de Miguel Arruda se tornar conhecido nacionalmente por causa do alegado roubo de 19 bagagens nos aeroportos de Lisboa e de Ponta Delgada.
Novas imagens mostram Miguel Arruda a levar malas para dentro da Assembleia da República
As autoridades suspeitam que a aproximação entre Mário Machado e o então deputado do Chega tinha como objetivo atrair deputados, autarcas e militantes com algum destaque no Chega para a causa ultranacionalista.








