Entre os detidos na megaoperação da Polícia Judiciária contra o grupo neonazi 1143 estão pelo menos três pessoas ligadas ao partido Chega: um ex-militante e dois candidatos autárquicos.
Um dos detidos é Rui Roque, líder do núcleo de Faro do 1143. Foi o anfitrião de um protesto contra a imigração em Albufeira, há cerca de um ano.
Parece que a retórica do Chega lhe ficou colada à pele, apesar de ter sido expulso do partido em novembro de 2023.
Rui Roque ficou conhecido por uma moção que levou ao Congresso de Évora, onde defendia a retirada dos ovários às mulheres que recorressem ao aborto.
Entre os detidos estão também João Peixoto Branco e Ana Rita Castro.
Peixoto é considerado o ‘manda chuva’ do 1143 em Guimarães. Foi candidato pelo Chega nas autárquicas de 2021 e é tido como próximo do deputado Filipe Melo.
Ana Rita, a companheira, também concorreu duas vezes pelo partido de André Ventura. Primeiro à Câmara de Guimarães e depois nas legislativas pelo círculo de Braga.
A simpatia do movimento extremista pelo Chega é assumida publicamente pelo líder Mário Machado. Num vídeo sem data, divulgado na rede X, Machado também dá conselhos para contornar eventuais filtros do Chega. Mário Machado também nunca se coibiu de aparecer em manifestações convocadas pelo Chega.
Há ainda uma quarto elemento ligado ao Chega citado no processo que não foi detido. O militante Tirso Faria, que terá participado em vários encontros e manifestações do 1143 e terá enviado dinheiro para contas relacionadas com o movimento extremista.








