O candidato André Ventura, que conseguiu reunir 23,29% dos votos nestas presidenciais, destaca que os resultados das eleições mostram que o Chega lidera a direita. O líder do Chega considera ainda que só perderá a segunda volta das eleições presidenciais “por egoísmo do PSD, da Iniciativa Liberal ou de outros partidos que se dizem de direita”.
Recebido em festa na sede, após os resultados que lhe deram a passagem à segunda volta das eleições presidenciais, dirige-se aos portugueses, garantindo que vai liderar o espaço “não socialista”.
“Obrigado, obrigado, obrigado por não terem desistido e terem acreditado que era possível. Obrigado por, apesar de todos os ataques e conversa da extrema-direita, da manipulação das sondagens. Obrigado por terem saído de casa”.
O candidato apoiado pelo Chega destaca que o país “despertou” de Norte a Sul.
“A direita fragmentou-se como nunca, mas os portugueses deram-nos a nós a liderança dessa direita em Portugal”, afirma.
André Ventura destaca que conseguiu derrotar o “candidato do Governo e do ‘montenegrismo'”, referindo-se a Luís Marques Mendes.
Na declaração ao país, refere que fez campanha “sem picardia pessoal e sem ofensa”.
“Só perderemos estas eleições por egoísmo do PSD e IL”
O candidato considera ainda que só perderá a segunda volta das eleições presidenciais “por egoísmo do PSD, da Iniciativa Liberal ou de outros partidos que se dizem de direita”.
“Só perderemos estas eleições por egoísmo do PSD, IL ou de outros partidos que se dizem de direita”, afirma.
André Ventura refere ainda que o candidato António José Seguro, com quem vai à segunda volta, “defende tudo ao contrário do que defendemos”:
“Quer mais impostos para distribuir mais subsídios, quer continuar a sufocar as empresas com mais burocracia, quer mais imigração descontrolada, quer menos segurança e mais descontrolo na nossa justiça”.
Considera que Seguro é o “representante máximo de tudo aquilo que o país não deve aceitar”, acrescentando que “não quer socialismo em Portugal” porque “destrói, mata e corrompe”.
Seguro representará o “regresso da tralha de José Sócrates” e de António Costa a Portugal, defende.
Deixa ainda uma palavra aos emigrantes portugueses: “Saíram de Portugal porque empobrecemos graças a 50 anos de governos da mesma coisa, socialistas e sociais-democratas”.
Por outro lado, destaca que, se for eleito Presidente da República, os imigrantes em Portugal “vão ter de cumprir a lei”.








