Vasco Botelho da Costa mostrou-se visivelmente afetado após a derrota pesada do Moreirense frente ao Benfica (0-4), começando por abordar a situação física de Vasco Sousa. O treinador confessou estar “um bocado abananado”, admitindo a preocupação com uma possível lesão grave do jogador: “É triste. Vamos ver.”
Na análise ao encontro, o técnico reconheceu a dificuldade de falar em competência defensiva depois de sofrer quatro golos, mas explicou que todos eles surgiram em momentos de ataque da sua equipa. Referiu que um resultou de bola parada e os restantes de perdas de bola em fase de construção, aproveitadas de forma eficaz pelo Benfica. Considerou, por isso, o triunfo encarnado “mais do que justo”, destacando a inteligência com que o adversário soube esperar pelos erros do Moreirense, erros esses que não são habituais e acabaram por retirar a equipa do jogo.
Botelho da Costa lembrou ainda que, tirando o lance do golo, o Benfica não fez qualquer remate na primeira parte, e enquadrou a exibição no percurso da equipa frente aos grandes. Recordou jogos em Alvalade, onde houve saída mas pouca criação, frente ao FC Porto, com mais saída mas ainda pouca produção ofensiva, e em Braga, onde a equipa conseguiu criar bastante. Neste jogo, voltou a sentir dificuldades em criar, sublinhando que o encontro ficou claramente marcado pelas más decisões na construção, em situações que são trabalhadas e onde normalmente há várias opções. Assumiu que prefere decisões corretas mal executadas do que más decisões, defendendo que é necessário refletir, crescer e aprender. Quanto ao resultado, foi direto: “Nada a dizer. Parabéns ao Benfica, e nós temos de continuar a trabalhar.”
Questionado sobre aspetos positivos apesar da derrota, o treinador garantiu que existem. Reafirmou que não gosta de avaliar o trabalho apenas pelo resultado e que, apesar de duro perder por 4-0, é preciso olhar para o jogo como um todo. Destacou o risco assumido ao pressionar o Benfica em todo o campo, algo que considera ter sido bem-sucedido, ainda que reconheça que o adversário soube gerir esse momento, não correndo riscos na construção e esperando pelo instante certo para resolver o jogo.
Comparando abordagens, admitiu que o Moreirense correu mais riscos, como é habitual, e defendeu que o processo ofensivo apresentado é o mesmo que tem sido trabalhado semanalmente e que já rendeu 20 pontos no campeonato. Reforçou a crença nesse caminho, mas reconheceu a falta de competência neste jogo, concluindo que a equipa tem de analisar, corrigir e responder de forma forte na próxima jornada









