O Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas apresentou uma queixa formal à secretária-geral da Assembleia da República, Anabela Cabral Ferreira, contra deputados do Chega por comportamentos que “afetam profundamente a dignidade, autoestima, saúde mental e integridade física dos trabalhadores”.
Na queixa a que o Expresso teve acesso e que foi noticiada esta quinta-feira, os funcionários do Parlamento dizem ser acusados pelos deputados do Chega de “falta de neutralidade política” e de “alterarem os Diários da Assembleia da República com intuitos único de serem ocultados os apartes destinados ao Chega”.
O sindicato exemplificou com o episódio que aconteceu em meados de setembro com Pedro Frazão a insistir que o líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, lhe tinha “oferecido porrada”. O deputado do Chega apresentou uma queixa que acabou indeferida. Mas o partido liderado por André Ventura considera que “houve falta de fidedignidade da transcrição da sessão plenária”.
O sindicato pede mesmo a aplicação de medidas “cabíveis e conducentes à sua proteção”, recordando que, a 27 de outubro, o presidente do Chega, André Ventura, acusou os serviços da Assembleia de lhe “cortarem o tempo de intervenção”. Os membros do Chega “vociferam publicamente que os funcionários da Assembleia da República têm de ‘respeitar a representatividade da Assembleia da República’ e são ‘pagos pelos impostos dos portugueses’”.
Tendo em conta estes exemplos, os funcionários do parlamento que se queixaram consideram que estes comportamentos “afetam profundamente a dignidade, autoestima, saúde mental e integridade física dos trabalhos”. Os membros do Chega estão a “causar enorme desconforto aos trabalhadores, provocando-lhes extrema ansiedade”.
“Está em causa a idoneidade e o bom nome dos trabalhadores, levantando dúvidas sobre a sua honestidade, carácter e profissionalismo, não se admitindo a violação do direito à honra e seriedade ou ofensiva ao bom nome, à reputação e à imagem”, frisou o sindicato.










